Páginas

quinta-feira, novembro 29, 2012

A chave do martelo



Naquele lugar, famílias esperam a boa nova que preencha o sofrimento causado pelos deslizes. Há expectativa e esperança em alguém que pode restabelecer a harmonia do lar. O Invisível observa atentamente a movimentação dos quartos mais escuros do coração e da mente. Existem sim, aqueles que decidem, mas o fato é que nesse momento, até aquele que não crê, ao olhar para a beleza do céu azulado, fala baixinho: se houver alguém aí, nos ajude de alguma forma.

Mas, não sei. Só sei que é triste. Um acusa e o outro se defende. Um pergunta e o outro escreve. Um está triste e o outro está alegre. São muitas indagações que talvez o autor de Eclesiastes responderia que tudo é vaidade e Jó, sem saber o que dizer, explicaria que antes só o conhecia de ouvir falar.

Quando a brisa do fim da tarde chega ao rosto daquela mãe, uma lágrima cai devagar, e o seu coração torna-se mais apertado. O pai se questiona: onde falhei? A namorada, confiante, lê alguns versículos do livro de Apocalipse para se alimentar.Em algum quarto de uma residência qualquer, um amigo se ajoelha e ora.

A noite chega, a angústia grita, o cachorro do vizinho late, na TV é transmitida uma partida de futebol ou uma novela, o telefone não toca e o sono não vem.

2 comentários:

  1. Um pouco de calma...o desassossego nos deixa perdido...me passou a impressão de não saber onde está.

    ResponderExcluir
  2. Mano, a gente precisa voltar à pegada...

    ResponderExcluir