Páginas

quinta-feira, setembro 01, 2016

O amor que não emplacou

Hoje faz um ano que nós nos encontramos naquela curva. Foi algo tão intenso que fiquei hipnotizado. Nosso abraço foi tão forte que acabei desmaiando. Precisaram chamar o Siate para me acordar.

Caramba, parece que foi ontem, mas já se passaram 12 meses. Aquele encontro rendeu bastante dor de cabeça, hein. Você me deixou de cama por 90 dias e ainda bagunçou a minha mente, atormentou meu psicológico. Você foi terrível comigo, mas passou.

Foi somente um amor de primavera. Só que esse amor foi pesado demais e até hoje não consigo te esquecer. Toda vez que olho no espelho eu vejo a marca que você deixou no meu pescoço... Foi por pouco, né?

Nosso abraço foi tão devastador que meus braços se recusaram, durante meses, a abraçar outra pessoa. Você apareceu tão de repente que o impacto me levou da vida para a morte e da morte para a vida. Chorei bastante, confesso.

Seu abraço foi amargo e frio. Você não tem sentimento nesse seu coração de aço? Se tiver, não parece. Bom, não vim aqui pra me lamentar. Passou. A cicatriz no pescoço me ajuda a não esquecer que no meio do caminho vão aparecer amores iguais ao seu, cheio de ladainha, querendo me mostrar um caminho novo, que no final me cobrará caro, até os ossos, se possível.

Apesar de você, hoje não tem choro. Apesar de você, hoje não tem mais fratura. Você me derrubou com um abraço gelado, mas eu já estou em pé novamente. Continuo na minha caminhada, agora mais atento. Espero que ninguém mais se machuque nos teus braços.

Até!

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  3. Incrível Marcus. Eu vi você mexendo no celular, escrevendo palavra por palavra. Como conheço você, consigo sentir a emoção que esse texto passa. Nunca pare de escrever <3

    ResponderExcluir